Este sábado será um dia especial para o goleiro Marcos. Herói da classificação Palmeirense às quartas de final da Taça Libertadores, depois de defender três pênaltis contra o Sport, na Ilha do Retiro, o arqueiro completará, no dia 16, 17 anos de fidelidade ao time do Palestra Itália.
A primeira partida de Marcos no gol alviverde aconteceu na vitória do time paulistano sobre o Esportiva de Guaratinguetá, em amistoso realizado em Guaratinguetá. Sob o comando de Nelsinho Baptista, o atleta atuou durante os 90 minutos nos 4 a 0 de sua equipe. De lá para cá, 431 jogos já disputados pelo Alviverde, o que o coloca como o 15º jogador que mais vestiu a camisa da equipe –o primeiro é Ademir da Guia, com 901 jogos. Entre os goleiros, o atleta é o quarto no quesito, atrás somente de Leão, Valdir e Velloso.
Embora esteja há quase duas décadas no time, foi em 1999 que Marcos se consagrou para seus torcedores, com a conquista da Taça Libertadores.
- Naquele ano, tudo aconteceu muito rápido. Comecei os primeiros jogos da temporada como titular, voltei para o banco e assumi a posição de vez com a lesão do Velloso. Não queria que tivesse sido daquela maneira, mas eu agarrei a oportunidade para não sair mais do time – recordou-se Marcos, que assumiu definitivamente a vaga de titular nas quartas de final da competição continental daquele ano.
A glória do goleiro começou quando ele ajudou a equipe a vencer o Corinthiasn por 2 a 0 na Libertadores. Por ser contra o maior rival do Alviverde, Marcos ficou nervoso, com receio de cometer alguma falha.
- Eu sabia que não podia falhar. O time tinha muitos goleiros de nível. Uns mais experientes, casos do Velloso e do Sérgio. Era a minha verdadeira oportunidade e o Carlão (Pracidelli, preparador de goleiros) me deu muita confiança. Senti um frio na barriga, mas entrei em campo bastante tranquilo – comentou Marcos, sobre o ano que ganhou o apelido que carrega até hoje na hora dos momentos difíceis: “São Marcos”.

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